Bem vinda ao meu Blog! Empoderando as mulheres é uma nova abordagem às questões da psicologia feminina. Se quiser me contatar escreva para: adrianatns@hotmail.com. Estou disponível para sessões online!
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29/03/2010

O parto da mulher Afrodite na era da humanização-com-consciência

Adriana Tanese Nogueira



Conforme a mulher Afrodite crescer em consciência e auto-conhecimento, ela abandona os estereótipos femininos oferecidos por uma mídia banalizante e expressa sua sensualidade em formas originais e inusitadas. Afrodite é uma deusa criativa que reage negativamente ao que é convencional. Nada, alias, en Afrodite pode ser padronizado.

23/03/2010

O parto da mulher Afrodite na era da humanização-por-princípio

Adriana Tanese Nogueira

A doce mulher Afrodite, ao distanciar-se de sua dependência do julgamento masculino começa a perceber que "seu corpo é dela". Com algumas informações sobre gravidez e parto descobre ter absorvido inúmeros preconceitos pela família, cultura e mídia dos quais ela quer libertar-se.

15/03/2010

O parto da mulher Afrodite pré-humanizada

Adriana Tanese Nogueira

A mulher regida pela deslumbrante Afrodite em sua versão pré-humanizada enfatizará enormemente sua aparência física. Roupas justas pondo em relevo as curvas, barriga exposta, seios fartos ainda maiores por causa da gravidez: tudo isso é uma benção para a mulher Afrodite.

Ela irá curtir o novo charme que a gestação lhe conferiu. Explorará vestidos e acessórios para grávidas, e até seguirá uma alimentação saudável porque

08/03/2010

O parto da mulher Perséfone na era da humanização-com-consciência

Adriana Tanese Nogueira

Meses antes do parto ela começou um curso para gestante. Qual escolheu? Entre os muitos no mercado, ela seguiu seu faro, aquele lá bem fundo. O faro verdadeiro é como o olfato. Não há como disfarçar o fedor, o que cheira mal é mal. Se for bonito mas cheirar mal, é mal. Se for sorridente e simpático, mas cheirar mal, é mal. Se for sem pose e simples e cheirar bem, é bem. Fim de conversa.

A mulher Perséfone da era da humanização-com-consciência tem, naturalmente, plena consciência da importância de suas intuições. Já muitas vezes, em seu percurso de crescimento, ela desconsiderou aquela voz interior e sempre descubriu depois que se enganou. Mas aprendeu a fidelidade: o que sentir de uma certa forma é para ser seguido.

Assim, no curso de preparação para o parto, por "coincidência" ela também encontra as informações importante que necessita para entender a situação do parto hoje. Sai do curso e vai para a livraria. Na seção sobre Gravidez há vários livros. Olha as capas. Aquelas que aparentam seriedade e cientificidade as descarta: cheiram mal. As fofas e femininas também: cheiram mal. Sobram uns pouco livros. Tem um que parece particularmente interessante, é de uma tal Sheila Kitzinger. Poco importa o nome, o livro aberto "cheira bem". Comprado na hora.

No livro, descobre o parto domiciliar. Ué, ela pensa, é isso mesmo eu quero! O marido topa na hora, e ela segue em frente.

No final da gestação chegam sonhos e ansiedades. Surgem medos "irracionais" e estranhos. Ela pára e pensa. Deixa fluir, ouve e analisa. Afunda o olhar e o sentimento no que vem à tona. Imerge-se no medo sem perder o rumo, tenta captar o que significa, de onde vem. Finalmente encontra o fio da meada e debela o medo.

Aí começa outra sensação curiosa: a barriga daquele tamanho, um ser dentro dela. Quem é? Afinal, quem está DENTRO dela? Estranhamento. Então ela sonha: a filha que está na barriga lhe aparece ao lado da cama, a cutuca para chamar sua atenção, e diz: "Mãe, sou eu." A mulher Perséfone da era da humanização-com-consciência a olha, a menina tem uns dois anos mais ou menos, e se parece muito com ela mesma naquela idade. Então se acalma. Agora sabe quem está dentro de sua barriga.

Chega o último mês. A ansiedade cresce e vem o medo de morrer. Parto pode dar em morte. Ela está muito nervosa, quase que briga com todo mundo. Mas enquanto vive isso tudo, se observa. Medo de morrer... Vamos ser honestas: isso é possível. Nada de enrolação. Morrer faz parte da vida e não temos controle sobre nada. Encarada a realidade, o medo mingua.

Aí vem o pavor da dor desconhecida. Será que vou aguentar? Como saber se nunca a vivi antes? Como, sem parâmetros para mensurá-la? A mulher Perséfone fica nervosa. Busca meios para acalmar-se. O jeito seria que, se não aguentar, a médica realiza uma cesárea ou qualquer coisa que tire a dor. A médica há de prometer que respeitará sua vontade.

O subterfúgio mental funciona. Esse medo também mingua e dilui-se no passar dos dias. De repente, tudo parece correr, o tempo se arrasta enquanto a barriga desce e a mulher Perséfone vai levando até que uma noite sente a primeira contração.

Chegou, diz ela com um sorriso malicioso. E é pura calma. As tempestades do passado recente não deixaram marcas. Ela tem visão de anjos e do feminino divino. Relaxada dorme em profundidade entre uma contração e contra. O tempo corre sossegado. A doula chega, o que ela faz pouco importa à mulher Perséfone da era da humanização-com-consciência, pois ela confia plenamente na doula que escolheu e fez bem. A doula faz "quase nada", por muitas horas ora e emana boas energias - o que para esta mulher é uma benção.

Enquanto isso, com a parteira começa a dança do trabalho de parto e parto. Mãos nas mãos, olho no olho, a dança segue seu curso até o desfecho final. É quando Ártemis entra em cena e com gritos de lutador de karaté, a mulher Perséfone dá à luz e sua bonequinha dos sonhos nasce.

P.S.: Texto inspirado em minha história pessoal. Foi irresistível. :-)

01/03/2010

O parto da mulher Perséfone na era da humanização-por-princípio

Adriana Tanese-Nogueira

Assim como a mulher Héstia, a Perséfone é muito sensível. Ela precisa de proteção. Sua intuição é aguçada mas confusa pela falta de clareza interna, isto é de autoconhecimento. Muitas vezes, ela não distingue se o que sente é uma intuição, aquela "sensação premonitória" ou se é simplesmente seu desejo, ou medo ou ansiedade que manipulam sua percepção da realidade. Essas coisas só se resolvem com o auto-conhecimento que leva à auto-consciência.

Mas na era dos princípios, o que está em pauta não é ainda o indivíduo como um todo, com o dentro e o fora, o alto e o baixo, o feminino e o masculino, a mente e o corpo, a racionalidade e a irracionalidade. Na verdade, esta é uma era de transição para a real mudança de paradigma. Ela está na fronteira e seu único problema é que confunde o velho com o novo, achando-se mais de vanguarda do que realmente é.

A mulher Perséfone na era da humanização-por-princípio concorderá com o princípio do parto natural pois sente na pele o quanto o sistema da obstetrica-padrão é grosseiro, rude e obtuso. Racional e geométrico do jeito que é, é impossível uma mulher-Perséfone sentir-se à vontade nele. Ela também perceberá, nesta nova fase, sua insegurança e dificuldade de lidar com médicos e hospitais. Sua timidez. É como se ela não soubesse bem o que fazer com a variedade de diferentes sensações que tem frente a eles e retrai-se acanhada.

Mas não desiste, buscará ajuda. Se tiver a sorte de encontrar uma boa parteira, seu problema estará resolvido, pois esta poderá oferecer-lhe as condições para uma experiência profunda do parto - isto se a mulher Perséfone fizer sua parte.

É isso que muitas mulheres não entendem. Não basta encontrar a profissional certa ou a ajuda correta. O parto é da mulher. Isso é o básico da humanização. Apoiar-se em bengalas é lícito, mas delegar o parto não. O que acontece com este tipo de mulher Perséfone é que ela, na ansiedade de fugir do sistema, não considerou a importância de cuidar de seus próprios movimentos internos.

O "parto fisiológico" é um conceito massacrante para a mulher Perséfone, que é toda alma. É um fracasso predestinado. Ela precisa da garra das companheiras extrovertidas que promovem o parto fisiológico e "esclarecido", mas ficar nele é uma condição deplorável para Perséfone porque ela estará totalmente alienada de seu mundo interior, o que a sustenta e lhe dá indentidade.

Portanto, esta mulher, mesmo encontrando as pessoas certas - o que é uma raridade, pois muitas das boas no mercado ainda são racionais e superficiais demais para Perséfone! - se ela não estiver pronta para atravessar o portal ficará na soleira.

A depressão pós-parto é um evento esperado.

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