Bem vinda ao meu Blog! Empoderando as mulheres é uma nova abordagem às questões da psicologia feminina. Se quiser me contatar escreva para: adrianatns@hotmail.com. Estou disponível para sessões online!
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21/02/2010

O parto da mulher Perséfone pré-humanizada

Adriana Tanese Nogueira



Esta mulher é muito comum no Brasil, quero dizer a mulher Perséfone. Povo sofrido mas cheio de intuições, sensações e visões espirituais, o brasileiro gosta de um tarô, mapa astral e roda mística.

A mulher Perséfone pré-humanizada seguirá essa onda mas sem muita profundidade. Sua preocupação maior com relação ao parto será ter os planetas propícios no momento em que seu bebê botar a cabeça para for a de seu corpo. Ou melhor, for forçado a fazer isso. Porque é quase certeza que a mulher Perséfone pré-humanizada fará uma cesárea.

Perséfone não é uma deusa do corpo, mas da alma. E a mulher pré-humanizada não saberá bem como lidar com sangue, dor e entranhas. Essas coisas lhe parecem esquisitas. Ela tem medo, sentem-se uma alienígena diante desse mundo e não quer pensar muito no que lhe causa desconforto. Portanto, que seja cesárea, mas bem “planejada”.


Conforme a data provável do parto (e a agenda do médico) a mulher Perséfone pré-humanizada indagará sobre o melhor momento para o nascimento. Também conferirá os antepassados e os famosos que nasceram naquele dia. Estudará as estrelas, pesquisará qual a melhor combinação de planetas para integrar o mapa astral familiar e finalmente marcará a cesárea.


O problema da mulher Perséfone é que ela tem uma ferida que não ousa tocar. Seu sentimento não pode ir fundo porque encontraria algo com o qual não sabe lidar e portanto foge. A vocação da mulher Perséfone é profundidade. Mas isso dói. Como dói o parto. Ela então permanece na sala de espera e se ocupa com decorações, por não poder chegar à raíz da (sua) questão.

15/02/2010

O parto da mulher Héstia na era da humanização-com-consciência

Adriana Tanese Nogueira

Acho que esta é a era perfeita para a mulher Héstia. Sua predisposição à introspecção e à reflexão a levam suavemente à encontrar-se com a humanização-com-consciência, pois consciência só pode haver a partir da reflexão e observação interior.

A diferença desta mulher das anteriores é que ela percebe com mais clareza o que está em jogo e quando for procurar por uma doula ela irá utilizar como critério uma que seja tão extrovertida quando reflexiva. O que, devo dizer, será um desafio, mas que a mulher Héstia, paciente como só ela, irá enfrentar com ânimo e tranquilidade.

Ela pode também não precisar de uma doula, no caso em que tiver encontrado uma parteria confiável e acolhedora com a qual sentir-se segura. Mas, com relação às milhares de mulheres que não têm acesso a esse privilégio, uma boa doula pode ser uma "arma" vencedora. Interpondo-se entre a parturiente e o mundo de fora pode permitir-lhe aquela intimidade tão querida à mulher Héstia e tão necessária ao parto.

É para isso que a mulher Héstia da humanização-com-consciência vai procurar uma doula,

06/02/2010

O parto da mulher Héstia na era da humanização-por-princípio

Adriana Tanese Nogueira


Ao descobrir "humanização" e "protagonismo da mulher", a mulher Héstia sentir-se-á atraida e, como que de longe, paquerará o movimento. Ela aspira a engravidar de novo e quer se preparar para evitar a experiência anterior, portanto, focará toda sua atenção no que falam as "autoridades" no assunto.

A mulher Héstia entrará em listas de discussão e lerá as mensagens, mas pouco participará porque ela é, como se sabe, retraída, quanto mais na frente dessas mulheres ativas e decididas. A mulher Héstia sentirá-se-á mais tímida do que nunca. Mesmo assim, de vez em quando, lá estará ela, subindo ao palco e dando seu pitaco, elogiando, agradecendo e confraternizando.

Com o passar do tempo, a mulher Héstia começará a sentir-se entusiasmada - palavra essa

01/02/2010

O parto da mulher Héstia pré-humanizada

Adriana Tanese Nogueira

Héstia é uma deusa tímida, mas não no sentido de que é insegura. É que o barulho, a correria, as brigas e confusões do mundo de hoje a assustam. E Héstia se retrai.

A mulher Héstia pré-humanizada é aquela, como todas suas outras irmãs, que vive isoladamente seu chamado, desconectada das outras deusas - ou partes internas - e sem consciência de si. Ela simplesmente segue a manada, sente-se bastante desconfortável mas segue.

Ao ver-se grávida, ela estará contente. A gravidez pede introversão e isso Héstia sabe fazer bem. Ela irá curtir a barriga, acariciá-la, buscar roupinhas ou tricotá-las ela mesma,

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